
domingo, 28 de dezembro de 2008
No calor do Natal

quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Momentos mais, em Bragança

Mais uma manifestação de professores, mais um Momento +. Desta vez aconteceu em Bragança, integrada nas manifestações nacionais que vão ocorrer escalonadamente ao longo de todo o país, durante esta semana.



Ministra vai-te embora
Já chega de confusão
Nós queremos ensinar
Mas com outra avaliação.
Estamos fartos de papéis
Com tantos objectivos
Por causa da papelada
Os alunos são esquecidos
Somos todos professores
Temos muito para dar
A carreira é só uma
E nada de titular
Somos todos professores
Sendo titulares ou não
A carreira é só uma
Não queremos divisão.
Com o Valter e o Pedreira
A confusão é aos molhos
Na área da educação
São penedos com dois olhos.





domingo, 9 de novembro de 2008
Manifestação de Professores, 8 de Novembro de 2008

No dia 8 de Novembro, em Lisboa, tive mais um momento mais. Há várias razões para que esse momento (que começou pouco depois das seis da manhã do dia 8 e terminou depois das três do dia 9):

Primeira – É impressionante ver mais de 120 mil pessoas, envergando bandeiras de várias cores, juntas, lutando pelo direito de poderem trabalhar com paz. Por mais míopes que estejam os governantes em questão, não se podem ficar pela ideia bacoca de que os professores estão a ser manipulados, pelos sindicatos. Penso até, que desta vez, fomos nós que manipulámos os sindicatos. Foi a pressão generalizada dos professores que forçaram os sindicatos a definirem posições mais representativas dos interesses da classe, sob pena de ficaram para trás, face aos movimentos espontâneos que vão ganhando cada vez mais força.

Segunda – Não vivi as manifestações do 25 de Abril. Eu era bastante jovem e não tinha uma visão completa do que se estava a passar. Mas, ao subir a Avenida da Liberdade acompanhado por milhares gritando palavras de ordem, senti-me regressar ao passado que não vivi, mas que agora compreendo melhor. Mesmo que estivessem 100% dos docentes ali a desfilar, o poder continuaria a dizer que a avaliação está a avançar com normalidade. Mais caricata é a ideia de que os presentes na manifestação estão a tentar pressionar os que estão a trabalhar nas escolas. Mas, no caso dos professores, não há professores sombra e aqueles que ali estivemos somos os mesmos que amanhã vamos estar nas escolas, orgulhosos com a mossa luta e empenhados para que as más políticas não destruam por completo a escola pública e a educação de uma geração cada vez mais dependente da escola.

Terceira – Em termos fotogénicos foi um momento ++. A manifestação começou já bastante tarde, quando o Castelo de S. Jorge se pintou de dourado e não sei quando terminou porque me foi impossível esperar pelo seu término. Infelizmente levei comigo pouco material fotográfico e fiquei “desarmado” quase no início da manifestação. Estava ali para protestar essa foi a minha principal preocupação.

Quarta - Mesmo com muito desgaste físico e algum desgaste económico, o ambiente no grupo em que me integrei foi sempre fantástico. No autocarro que me levou e trouxe de Lisboa, seguiam docentes de Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé, Mirandela e Torre de Dona Chama. O Agrupamento de Escolas a que pertenço primou pela ausência, estávamos poucos, mas bons (como se costuma dizer). De Mirandela partiram mais alguns autocarros. O número de autocarros alugados era um dado importante para todos nós. Desejávamos com todas as forças que o número de manifestantes ultrapassasse o verificado em 8 de Março (100 mil).

O espírito de união que existe na classe dá-me a certeza de que a luta não vai ficar por aqui. É impossível calar tantas vozes e por isso só aceito um final: a mudança de postura do ME e do PM para com os professores e para com a escola pública.
Independentemente do desfecho final, este dia 8 de Novembro de 2008 foi um grande momento MAIS.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Momentos, no Gerês
21.09.2008

Possivelmente já ninguém se lembra, mas quando realizámos o concurso Postal Ilustrado de Brunhoso, o primeiro prémio era um fim-de-semana no Gerês. Estou a falar nisso, dois anos depois, porque só agora houve disponibilidade para gozar de tão apreciadas paisagens.
Quem ofereceu esse prémio foi a empresa Javsport, na pessoa do nosso apreciado amigo Zé Magalhães. Apesar de este sempre mandar por correio electrónico o calendário de todas as actividades que tem realizado, a do dia 21 de Setembro, despertou-me o apetite. Tratava-se de uma caminhada pelas montanhas do Gerês.

Não conhecia praticamente nada do Gerês, e, dada a minha ligação filial à natureza, a expectativa era muita. Ainda mais que combinámos participar toda a família incluindo o António, com 8 anos de idade.
No Sábado, dia 20, partimos para o Gerês. Não é fácil lá chegar, mas eu sou daqueles que gosta de viajar com calma. O percurso por Mirandela, Valpaços, Chaves não tem história, mas depois de passarmos perto de Boticas, começámos realmente a aperceber-nos do que nos esperava.
Descemos ao longo do rio Rabagão já cientes de que estávamos a grande altitude, no Gerês, mas geograficamente estávamos apenas em Trás-os-montes, que são assim mesmo, montes.

Quando finalmente o Rabagão encontra o Cávado, abre-se aos nossos olhos a verdadeira montanha, esplêndida, imponente e assustadora.

Atravessámos o rio na Barragem de Salamonde e subimos à pequena aldeia de Fafião. Depois de acertarmos o alojamento, pois íamos dormir nessa aldeia, no Retiro do Gerês, aproveitámos as últimas horas do dia para fazer um passeio de reconhecimento. Impressionante como no meio de tanta humildade, pobreza até, as pessoas são tão afáveis e simpáticas! Nada de olhares desconfiados, nada de encerrar as portas das casas que parecem saídas de um filme antigo, a preto e branco! No seu vaivém diário do trabalho do campo, no maneio dos animais, sorriem de forma acolhedora.

De repente, começou a chover. Regressámos à residencial para o jantar com preocupação sobre o estado do tempo no dia seguinte.
Mal acordei, saltei da cama e abri a janela. Estava tudo cor de chumbo e prata, com umas nuvens brancas que subiam as montanhas vindas do fundo do vale, onde passaram a noite. Os chocalhos das vacas que se dirigiam para o pasto, fizeram-me vestir à pressa. Não queria perder pitada do meu primeiro dia no Gerês.

Depois de um pequeno almoço à pressa, saí de novo pela aldeia que acordava de uma noite húmida. Havia muitas galinhas pela rua e corria água por todo o lado. Os espigueiros foram os principais alvos da minha atenção.
Pelas dez horas chegou o Zé (com o Zé!). Pouco a pouco chegaram os restantes, os que não tiveram medo do estado do tempo.

Mochilas às costas e, ala, que se faz tarde. A primeira surpresa aconteceu logo ali, a poucos metros da aldeia. Estava à espera de tons outonais, mas afinal a montanha estava vestida de verde, povoado de flores amarelas e roxas, mais parecia Primavera! Subimos pelo leito de um ribeiro seco, desgastado num solo granítico pouco duro, com formações curiosas esculpidas. Só não fiquei por ali horas, para não perder os restantes elementos de vista, até porque tinha estudado as regras e não se deve perder o grupo de vista.
O tempo estava muito húmido e nublado, mas ninguém sentiu frio. Pouco depois das 11 horas atingimos o ponto de maior altitude (acima de 800 metros) previsto para a caminhada. As montanhas continuavam a levantar-se acima de nós, convencendo-nos de que apenas teríamos direito a gozar um cantinho do Gerês. As expectativas passavam pela observação de garranos, ou quem sabe alguma cabra selvagem, mas infelizmente não foi possível.

Começámos a descida para o Vale das Traves, onde corre o rio de Pincães. Bem me custou abandonar o cume das montanhas, mas estive sempre preocupado com o estado do tempo. Depois de chegarmos ao fundo do vale, atravessámos o pequeno rio, não passava de um ribeirinho. Fizemos uma pausa para comer alguma coisa. Como sabe bem comer na montanha!
Descemos depois por caminhos rurais até ao povoado de Pincães, onde chegámos perto da uma da tarde. Procurámos um lugar agradável para o almoço. O espaço escolhido era encantador. Uma mata de medronheiros que me pareceram ser centenários, dadas as dimensões arbóreas destas plantas. Havia mesmo mesas em madeira, à sombra de um enorme carvalho! Descarregámos as mochilas. Como trasmontanos, de Brunhoso, não faltou o presunto, os rissóis, bolinhos de bacalhau, iogurtes, fruta, em contraste com os frutos secos e a fruta dos nossos colegas de caminhada, mais preocupados com a linha. Faltou o vinho!

Depois de almoço voltámos à caminhada. Em passo lento, pois o cansaço já se fazia sentir, voltámos a subir a serra, até perto dos 600 metros de altitude. Viam-se ao longe as fragas altas, Roca das Cabreiras, a mais de 820 metros de altitude.
O Zé manifestou a vontade de nos dar a conhecer o parque de desportos radicais da Javsport. Depois de nos mostrar o campo, desafiou-nos a um percurso mais “radical”, por carreiros de fazer tremer as pernas, ora passando por debaixo das rochas, ora trepando para cima delas, sem olhar para trás, para não causar fobia. Os garotos riam de troça ao verificarem a nossa atrapalhação, para não dizer medo, pelas alturas. Estavam em “terrenos” que lhes agradavam.
Já se via o Fafião. Depois de um último esforço, apanhámos um caminho que nos levou de volta à aldeia.

Pelas quatro da tarde, iniciámos o regresso a casa. Na viagem, a opinião era unânime: temos que voltar ao Gerês.
Obrigado à Javsport, obrigado ao Zé Magalhães, obrigado a todos os colegas de caminhada.

Possivelmente já ninguém se lembra, mas quando realizámos o concurso Postal Ilustrado de Brunhoso, o primeiro prémio era um fim-de-semana no Gerês. Estou a falar nisso, dois anos depois, porque só agora houve disponibilidade para gozar de tão apreciadas paisagens.
Quem ofereceu esse prémio foi a empresa Javsport, na pessoa do nosso apreciado amigo Zé Magalhães. Apesar de este sempre mandar por correio electrónico o calendário de todas as actividades que tem realizado, a do dia 21 de Setembro, despertou-me o apetite. Tratava-se de uma caminhada pelas montanhas do Gerês.

Não conhecia praticamente nada do Gerês, e, dada a minha ligação filial à natureza, a expectativa era muita. Ainda mais que combinámos participar toda a família incluindo o António, com 8 anos de idade.
No Sábado, dia 20, partimos para o Gerês. Não é fácil lá chegar, mas eu sou daqueles que gosta de viajar com calma. O percurso por Mirandela, Valpaços, Chaves não tem história, mas depois de passarmos perto de Boticas, começámos realmente a aperceber-nos do que nos esperava.
Descemos ao longo do rio Rabagão já cientes de que estávamos a grande altitude, no Gerês, mas geograficamente estávamos apenas em Trás-os-montes, que são assim mesmo, montes.

Quando finalmente o Rabagão encontra o Cávado, abre-se aos nossos olhos a verdadeira montanha, esplêndida, imponente e assustadora.

Atravessámos o rio na Barragem de Salamonde e subimos à pequena aldeia de Fafião. Depois de acertarmos o alojamento, pois íamos dormir nessa aldeia, no Retiro do Gerês, aproveitámos as últimas horas do dia para fazer um passeio de reconhecimento. Impressionante como no meio de tanta humildade, pobreza até, as pessoas são tão afáveis e simpáticas! Nada de olhares desconfiados, nada de encerrar as portas das casas que parecem saídas de um filme antigo, a preto e branco! No seu vaivém diário do trabalho do campo, no maneio dos animais, sorriem de forma acolhedora.

De repente, começou a chover. Regressámos à residencial para o jantar com preocupação sobre o estado do tempo no dia seguinte.
Mal acordei, saltei da cama e abri a janela. Estava tudo cor de chumbo e prata, com umas nuvens brancas que subiam as montanhas vindas do fundo do vale, onde passaram a noite. Os chocalhos das vacas que se dirigiam para o pasto, fizeram-me vestir à pressa. Não queria perder pitada do meu primeiro dia no Gerês.

Depois de um pequeno almoço à pressa, saí de novo pela aldeia que acordava de uma noite húmida. Havia muitas galinhas pela rua e corria água por todo o lado. Os espigueiros foram os principais alvos da minha atenção.
Pelas dez horas chegou o Zé (com o Zé!). Pouco a pouco chegaram os restantes, os que não tiveram medo do estado do tempo.

Mochilas às costas e, ala, que se faz tarde. A primeira surpresa aconteceu logo ali, a poucos metros da aldeia. Estava à espera de tons outonais, mas afinal a montanha estava vestida de verde, povoado de flores amarelas e roxas, mais parecia Primavera! Subimos pelo leito de um ribeiro seco, desgastado num solo granítico pouco duro, com formações curiosas esculpidas. Só não fiquei por ali horas, para não perder os restantes elementos de vista, até porque tinha estudado as regras e não se deve perder o grupo de vista.
O tempo estava muito húmido e nublado, mas ninguém sentiu frio. Pouco depois das 11 horas atingimos o ponto de maior altitude (acima de 800 metros) previsto para a caminhada. As montanhas continuavam a levantar-se acima de nós, convencendo-nos de que apenas teríamos direito a gozar um cantinho do Gerês. As expectativas passavam pela observação de garranos, ou quem sabe alguma cabra selvagem, mas infelizmente não foi possível.

Começámos a descida para o Vale das Traves, onde corre o rio de Pincães. Bem me custou abandonar o cume das montanhas, mas estive sempre preocupado com o estado do tempo. Depois de chegarmos ao fundo do vale, atravessámos o pequeno rio, não passava de um ribeirinho. Fizemos uma pausa para comer alguma coisa. Como sabe bem comer na montanha!
Descemos depois por caminhos rurais até ao povoado de Pincães, onde chegámos perto da uma da tarde. Procurámos um lugar agradável para o almoço. O espaço escolhido era encantador. Uma mata de medronheiros que me pareceram ser centenários, dadas as dimensões arbóreas destas plantas. Havia mesmo mesas em madeira, à sombra de um enorme carvalho! Descarregámos as mochilas. Como trasmontanos, de Brunhoso, não faltou o presunto, os rissóis, bolinhos de bacalhau, iogurtes, fruta, em contraste com os frutos secos e a fruta dos nossos colegas de caminhada, mais preocupados com a linha. Faltou o vinho!

Depois de almoço voltámos à caminhada. Em passo lento, pois o cansaço já se fazia sentir, voltámos a subir a serra, até perto dos 600 metros de altitude. Viam-se ao longe as fragas altas, Roca das Cabreiras, a mais de 820 metros de altitude.
O Zé manifestou a vontade de nos dar a conhecer o parque de desportos radicais da Javsport. Depois de nos mostrar o campo, desafiou-nos a um percurso mais “radical”, por carreiros de fazer tremer as pernas, ora passando por debaixo das rochas, ora trepando para cima delas, sem olhar para trás, para não causar fobia. Os garotos riam de troça ao verificarem a nossa atrapalhação, para não dizer medo, pelas alturas. Estavam em “terrenos” que lhes agradavam.
Já se via o Fafião. Depois de um último esforço, apanhámos um caminho que nos levou de volta à aldeia.

Pelas quatro da tarde, iniciámos o regresso a casa. Na viagem, a opinião era unânime: temos que voltar ao Gerês.
Obrigado à Javsport, obrigado ao Zé Magalhães, obrigado a todos os colegas de caminhada.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Resistindo ao tempo

Esta janela no centro de Vila Real resiste ao tempo. A beleza de outrora imagina-se na riqueza dos contornos; os anos de cuidados, nas demãos de tinta de várias cores. As várias partes resistem unidas por frágeis arames, apertados com a ligeireza de mãos que já têm pouco tempo para se preocuparem com amanhãs distantes.
Aos olhos de todos, mostras-se indiferente. A mim sorriu-me! Foi um momento +.
30-07-2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
As cores do Outono

quinta-feira, 25 de setembro de 2008
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